BITCOIN, o melhor investimento do mundo nos últimos anos

Esse texto faz parte do Relatório Executivo da GO Associados de 26/06/2017

 BITCOIN, O MELHOR INVESTIMENTO DO MUNDO NOS ÚLTIMOS ANOS

Gustavo Cunha[1]

Estamos em julho de 2012, não tão longe assim! Eu e outros dois amigos decidimos fazer uma aposta para ver quem seria o melhor alocador, ou seja, quem vai fazer o investimento que vai dar a maior rentabilidade após um período de cinco anos. Cada um coloca R$ 100,00 em jogo. Como todos resolveram colocar suas apostas em ativos em dólar, pegamos a cotação da época e decidimos que o investimento seria de US$ 50,00.

O primeiro decide comprar ações da Tesla. Naquela época, era uma empresa que estava começando, mas que tinha por traz o Elon Musk, que entre outras coisas, havia criado o Paypal, uma empresa que em poucos anos tinha passado a casa dos bilhões de dólares em valor de mercado. A ação da Tesla valia por volta de US$ 31,00 cada uma.

O segundo investidor estava muito pessimista com o mundo e resolveu comprar o ativo que todos entendiam ser o melhor em um cenário de catástrofe: o ouro. O ouro naquela época já havia subido bastante por conta das crises financeiras que o mundo estava passando, mas ele acreditava que poderia subir ainda mais. A cotação do ouro naquela data era de US$ 1.600/onça-troy.

O terceiro disse que iria comprar Bitcoin. Hãm? Essa foi a expressão na cara dos outros dois. Há cinco anos, e posso arriscar dizer até hoje, pouco se conhecia/conhece sobre essa “moeda” ou como costumam chamar “cryptomoeda”. Mas, ok. Essa era a aposta dele. Vimos o preço e anotamos. Cada bitcoin custava US$ 6,55.

Cinco anos depois, cá estamos. Alguém tem uma dica de qual foi o melhor investimento?

Vamos começar pelo pior. O ouro. Ele não só não subiu, como caiu muito no período. Estando precificado após cinco anos a US$ 1.266,00/onça-troy. Queda de quase 21%. Ok, o mundo não acabou, e com isso já dava para prever que ele não teria sido um bom investimento.

E o primeiro lugar ficou para? Tesla ou bitcoin? Algum chute?

Bem, a ação da Tesla subiu para US$ 357,00. Uma alta de mais de 11 vezes, ou se preferirem mais de 1.000% de aumento. Surpreendente. Mas mesmo assim perdeu. E vou dizer, perdeu por muito.

O bitcoin subiu para US$ 2.825. Isso mesmo. Foi de US$ 6,55 para US$ 2.825 em cinco anos! Ou seja, pouco mais de 430 vezes ou 43.029%.

Agora pensem nos US$ 50,00 de cinco anos atrás, comprados em bitcoins e mantidos até hoje. Estariam valendo US$ 21.514,89, conforme ilustra o Quadro 1. Nada mal.

Quadro 1: comparação dos investimentos no período de cinco anos

Ativo Investimento (US$) Cotação em jul/12 (US$) 5 anos depois… (US$) Var. (%) Retorno (US$)
Ouro 50,00 1.600/onça-troy 1.266,00/onça-troy -20,9% -10,44
Ação Tesla 50,00 31,00 357,00 1051,6% 525,81
Bitcoin 50,00 6,55 2825,00 43029,8% 21.514,89

Fonte: Dados colhidos pela Finlab. Elaboração GO Associados.

Essa história tem um aspecto particular que foram os ativos escolhidos para serem comprados. Ativos estes que certamente não compõem a carteira da maioria dos investidores que, muito provavelmente, teriam dificuldades até de saber onde comprar. Os três ativos em questão, na época, poderiam ser comprados via bolsas no exterior, ou no caso do ouro já aqui na B3 (antiga BM&FBovespa). Hoje os três podem ser comprados ou vendidos aqui no Brasil, sendo o ouro e a ação da Tesla negociados na B3 e o bitcoin em várias bolsas de cryptomoedas online.

Me lembro até hoje dessa conversa que tive com esses amigos e na última vez que nos encontramos comentamos sobre isso, e o curioso é que nenhum dos três acabou efetivamente aplicando os US$ 50,00 nas opções acima. Bom para o que ia comprar ouro, mas péssimo para o que deixou de comprar bitcoins na época.

O mais peculiar dessa conversa é que o ativo que mais rendeu é relativo a uma “moeda” que não têm país para controlar sua emissão, não existe em papel-moeda, é totalmente digital e com controle de aumento de quantidade dado por modelos matemáticos supercomplexos. Realmente o mundo está mudando e rápido. Temos que ficar mais atentos e antenados do que nunca.

Para mais informações sobre a FinLab, acesse: http://www.finlab.com.br/

[1] Sócio da Finlab

Por que se planejar?

Esse texto faz parte do Relatório Executivo da GO Associados de 12/06/2017

 

A partir desta edição, a seção Dicas de Investimento contará com a parceria da Finlab, consultoria que atende pessoas físicas e empresas. Os especialistas da Finlab têm como missão melhorar a qualidade de vida dos indivíduos através de uma relação mais saudável com suas próprias finanças.

E SE…?

Fernanda Rogozyk[1]

E se eu viver até 90 anos? E se a reforma da previdência for aprovada? E se eu perder meu emprego? E se minha empresa quebrar? E se minha casa pegar fogo ou for assaltada? E se eu sofrer um acidente? E se baterem no meu carro? E se meus filhos estudarem em uma faculdade privada?

Os “e se…” são inúmeros, será que você deveria contar com a sorte para todos eles?

A resposta parece óbvia, mas grande parte dos brasileiros conta com a sorte, vive como se não houvesse o amanhã e não se planeja para o futuro.  Segundo dados do INSS, 25% dos aposentados hoje no país trabalham, e apenas 1% tem independência financeira.

O cenário parece assustador, mas há luz no fim do túnel, e a resposta vem de outra questão:  como se preparar para esse cenário?

Se planejando.

Se empresas bem-sucedidas se planejam, atletas profissionais se preparam para competições, o exército se prepara para guerras…. por que você não deveria se preparar para seu futuro?

Essa preparação, ou planejamento como é mais comum chamarmos, passa impreterivelmente por quatro etapas:

  1. entendimento da situação atual;
  2. estabelecimento de metas para o curto e o longo prazo;
  • definição de estratégia para atingi-las;
  1. implementação e disciplina de acompanhamento.

Na etapa inicial, é preciso entender a situação de vida e financeira atual; depois, devem ser estabelecidas metas a serem atingidas, que podem ser das mais simples (juntar dinheiro para fazer uma grande viagem no próximo ano), até as mais complexas (quero ter uma aposentadoria similar ao meu salário ou rendimento atual). Passada essa fase, definem-se as estratégias para se atingir essas metas (economizar 10% dos rendimentos mensais, por exemplo), por último, implementar e acompanhar.

Vale ressaltar que a conscientização de que é necessário se fazer algo é o primeiro passo, e certamente o mais importante, pois ele antecede todo esse planejamento.

Seria ótimo chegar no fim do texto e responder: eu quero viver até os 90 anos (ou mais!), já me planejei para ter um valor aplicado quando minha aposentadoria chegar que me dê tranquilidade financeira e que no curto prazo eu tenha uma reserva de emergência que cubra alguma eventualidade. É o seu caso? Já pensou sobre isso?

Para mais informações sobre a FinLab, acesse: http://www.finlab.com.br/

[1] Sócia da Finlab e CFP®