AS VÁRIAS OPÇÕES NA RENDA FIXA COM A BAIXA DOS JUROS

 

Gustavo Cunha[1]

“Com a queda da taxa de juros, qual o melhor investimento de renda fixa?”

Primeiramente, muito obrigado pela sua pergunta. Minha resposta direta para sua pergunta é: depende. Explico: renda fixa é uma categoria muito ampla, que vai desde fundos DI e Tesouro Selic, que têm baixo risco e baixa volatilidade, até fundos de investimento com títulos de alto risco de crédito na sua carteira e Tesouro IPCA principal, que têm alto risco e podem ter volatilidade similar a algumas ações (renda variável), passando por Letras de Crédito Agrícola (LCAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e debêntures.

Além disso, tudo também depende para que você está guardando o dinheiro. Costumo separar os investimentos em três caixinhas: emergência, aposentadoria e diversas. Na emergência, os investimentos têm que ser de curto prazo e com liquidez imediata.

Na aposentadoria é o oposto. Títulos longos e possivelmente com baixa liquidez, CRIs, CRAs, debêntures e fundos multimercados entram nessa categoria em geral. Os diversos são o meio do caminho, que vai de planos para uma viagem até separar um dinheiro para pagar a faculdade dos filhos. Nesse caso, os investimentos pedem mais para a caixinha emergência ou aposentadoria, dependendo principalmente do prazo para alcançar essa meta e capacidade de poupança.

No caso da “caixinha” de emergência, a recomendação não muda com a queda dos juros, ou seja, fundos DI de baixa taxa de administração, Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária indexados ao CDI. A ideia aqui é ter um dinheiro onde não haja penalidade alguma para sacar caso seja necessário.

Na caixinha de aposentadoria, aqui valeria colocar um pouco mais de risco para aproveitar o cenário benigno que estamos enfrentando e que deve continuar, mas também não muito porque indefinições vindo do campo político com a eleição no ano que vem podem mudar o cenário drasticamente. Aqui, o conselho seria ter uma parcela considerável em fundos multimercado independentes e que já tenham um histórico longo o suficiente para que se possa confiar nas atitudes tomadas pelo gestor em momentos de crise.

Além disso, títulos públicos ou privados de baixo risco atrelados à inflação e fundos imobiliários da categoria “tijolo”, ou seja, fundos que são detentores de imóveis para aluguel, também deveriam fazer parte dessa carteira.

Quanto aos diversos, aqui vai depender da meta, mas minha recomendação é que a alocação seja um misto entre o que se utilizou na emergência e na aposentadoria.

Caso ainda tenha alguma dúvida relativa à resposta acima ou referente a planejamento financeiro, por favor entre em contato pelo: contato@finlab.com.br

Esse texto faz parte do Relatório Executivo da GO Associados de 9/10/2017

[1] Sócio da FinLab/Bom de Bolso, parceira estratégica da GO Associados

PRÉ OU PÓS?

Esse texto faz parte do Relatório Executivo da GO Associados de 25/09/2017

Fernanda Rogozyk[1]

“Com a queda nas taxas de juros, onde é melhor investir?

Para saber onde investir com a queda nas taxas de juros, vale entender, antes de mais nada, a diferença entre papéis prefixados e pós-fixados.

Um investimento é prefixado quando a taxa de retorno do investimento já é conhecida no momento em que você fizer a aplicação. Independentemente do cenário econômico, você garante um percentual de rendimento. Um título pré CDB pode pagar, por exemplo, 10% ao ano. Outros títulos pré que existem: LCI/LCA e Tesouro prefixado.

Por outro lado, um investimento é pós-fixado quando seu rendimento será conhecido no futuro. Normalmente o rendimento é atrelado a um índice, como por exemplo IPCA ou CDI, ou seja, somente após a divulgação da taxa no período, você saberá o rendimento. Aqui também você encontra CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic. Afinal, qual é o melhor?

Infelizmente não tem uma resposta padrão. O melhor dependerá das condições de mercado e a própria situação financeira e objetivos do investidor. Ainda assim, o que fazer com a queda das taxas de juros?

Claro que, com a queda da Selic, investimentos de renda fixa tendem a apresentar uma menor rentabilidade, mas continuam sendo bons investimentos, já que a taxa real ainda é alta no Brasil. A tendência nesse cenário é escolher títulos prefixados que garantem uma taxa fixa até o vencimento. O contraponto é que a expectativa de queda já está embutida no preço dos prefixados. Isso significa que só haverá ganho se a queda da Selic for mais que o esperado.

Não existe urgência em trocar todos os investimentos. Neste momento, há de se ter precaução. Lembre-se que cada indivíduo tem objetivos diferentes para o dinheiro e o ideal é diversificar:

Reserva de emergência: investimento equivalente a 6 a 12 meses de gastos: baixo risco e alta liquidez.

Opção de investimentos: Tesouro Selic – mesmo com a trajetória de queda da Selic, para o curto prazo ainda vale a pena. É um dos investimentos mais seguros.

Médio e longo prazo

Opções de investimentos:

Para aposentadoria, o indicado é o Tesouro IPCA, que mantém o poder de compra pois está atrelado à inflação mais uma taxa fixa.

Para demais objetivos:

– Fundos de investimento de renda fixa: a atenção aqui é em relação à taxa de administração, que deve ser no máximo de 1% para valer a pena.

– CDBs:  é uma opção desde que seja pelo menos 95% do CDI.

 Fundos multimercados e de ações: são mais arrojados. É o ideal para diversificar seu dinheiro, pois tem maior potencial de valorização.

Para a diversificação, investimentos mais agressivos são uma ótima opção, mas é importante ter claro que são investimentos de longo prazo, dado a alta volatilidade, e que apenas uma parte de seu dinheiro deve estar em risco, evitando assim, grandes perdas. Aplicações em renda fixa devem sempre fazer parte de sua carteira.

Tem alguma dúvida sobre seu planejamento financeiro ou investimento? Mande-a para nós! contato@finlab.com.br

[1] Sócia da FinLab/Bom de Bolso, parceira estratégica da GO Associados