A IMPORTÂNCIA DO FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO

Com as taxas de juros caindo, o movimento natural das pessoas é buscar investimentos com mais risco, tanto de renda fixa quando renda variável.

Uma das coisas importantes a conhecer  antes de se aplicar em títulos de renda fixa com maior risco é o Fundo Garantidor de Crédito.

O que pouca gente sabe é que o FGC, como é conhecido, é uma associação de natureza privada sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores e permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência.

Um mito muito comum é achar que a caderneta de poupança é garantida pelo governo. Não é. Ela é garantida pelo FGC (no limite estabelecido) assim como outros títulos listados abaixo. Ou seja, o risco de se ter uma caderneta de poupança em uma instituição é o mesmo risco de ter um CDB.

Veja quais são os investimentos cobertos pelo FGC:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • depósitos de poupança;
  • depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB);
  • depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques, destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
  • letras de câmbio;
  • letras imobiliárias;
  • letras hipotecárias;
  • letras de crédito imobiliário;
  • letras de crédito do agronegócio;
  • operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 08.03.2012 por empresa ligada.

Resumindo:  garante depósitos e letras (com exceção de letras financeiras). Não garante ações nem fundos de investimento.

Em 21 de dezembro de 2017, O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma alteração que estabelece teto de R$ 1 milhão, a cada período de 4 anos, para garantias pagas para cada CPF ou CNPJ.

A contagem do período de 4 anos se inicia na data da liquidação ou intervenção em instituição financeira onde o investidor detenha valor garantido pelo FGC, sendo que permanece inalterado o limite da garantia de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e conglomerado financeiro.

 

 

Veja as mudanças feitas a partir de dezembro abaixo:

Como era Como ficou
Garantia de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ e conglomerado financeiro, em depósitos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos e emitidos por instituições associadas à entidade. Limite permanece inalterado.
Não havia teto para garantia paga pelo FGC por CPF​ ou CNPJ em qualquer período. Teto de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, a cada período de 4 anos,​ para a garantia paga pelo FGC.
Investidores não-residentes não contavam com a garantia do FGC. Investidores não-residentes passam a contar com a garantia, para investimentos elegíveis.

 

Para as contas conjuntas, o FGC permance o pagamento por conta.

Por exemplo, o titular de uma conta conjunta no valor de R$ 500 mil. Cada titular receberá R$ 125 mil do FGC, dado que existe o limite por conta de R$ 250 mil. O valor total de R$ 1 milhão terá o limite de cobertura global reduzido para R$ 875 mil enquanto não se completar o período de 4 anos.

Por que é importante conhecer os valores e regras? Pois em caso de diversificação de investimentos, principalmente em papéis com maior risco, vale colocar até o limite coberto pelo FGC no caso de uma intervenção, liquidação ou falência da instituição financeira.

Caso tenha alguma pergunta, fique à vontade em nos enviar.

Esse texto faz parte do relatório executivo da GO Associados de 26/02/18

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