FUNDO MULTIMERCADO É BOA OPÇÃO COM QUEDA NOS JUROS

A última reunião do Copom derrubou mais um pouco a taxa básica de juros, a Selic, para 6,5% aa, o menor patamar histórico.

Com isso, o investidor é empurrado a assumir mais risco para ter um ganho maior em suas aplicações. Uma das alternativas bastante atraentes é o fundo multimercado, que além de apresentarem expectativas melhores de rentabilidade, por si só já é um produto diversificado.

O movimento de migração para os multimercados  começou em 2017, quando teve a maior captação líquida da indústria de fundos  de 96,9 bilhões de reais, volume quatro vezes maior que em 2016, segundo a Anbima, associação que representa as entidades do mercado de capitais no País.

Estes fundos representam uma boa opção para aquele investidor considerado conservador, que está acostumado a ter quase a totalidade de seus investimentos em renda fixa. Ele fica no meio do caminho, entre renda fixa e ações. Lembrando que parte do dinheiro, aquele destinado ao curto prazo, deve continuar em renda fixa. Essa opção é para o dinheiro que será usado no médio/longo prazo.

Nessa transição é importante estar atento a alguns pontos:

  • Tipo de fundo multimercado

 

A principal característca desse fundo é a possibilidade de mesclar aplicações de vários mercados, como renda fixa, ações, câmbio, entre outros.

Por ser uma classe de fundo com muita flexibilidade, é importante ler o prospecto e entender sua política de investimento e seu nível de risco, que pode variar entre  moderado e agressivo (as vezes até mais arriscados que ações). Esse risco citado é o do fundo ter uma performance abaixo do esperado ou até negativa em um mês.

 

  • Gestor

A escolha de uma boa gestora também deve ser levada em consideração, pois dada a liberdade que existe para administrar os investimentos, uma equipe boa normalmente terá as melhores estratégias para alcançar uma rentabilidade acima da média. Olhando o histórico do fundo você consegue ver se existe consistência nos resultados, essa é uma boa forma de escolha.

 

  • Estratégia

O gestor do fundo pode escolher inúmeras estratégias, mas para aqueles investidores que estão iniciando suas aplicações nesses fundos, o ideal é escolher aqueles com estratégia “Macro”, onde o gestor do fundo analisa o ambiente macroeconômico do fundo para investir em ações, títulos públicos, títulos de crédito privado, moeda estrangeira ou no mercado futuro, por exemplo. Basicamente, escolhe os melhores ativos de acordo com o momento.

 

  • Taxa de volatilidade

Essa taxa é um percentual que mostra o quanto o retorno de um fundo por variar, para cima ou para baixo, da média de rentabilidade.

Quanto maior for a volatilidade, mais forte é a montanha russa, maior o sobe e desce no curto  prazo, mas maior a chance de ter retornos mais altos. Vale começar com volatilidade baixa e testar o estômago.

 

  • Taxa de administração e performance

Estes fundos contam normalmente com 2 taxas:

– taxa de administração: remuneração fixa paga pela prestação de serviços de gestão e administração do fundo.

– taxa de performance: remunera o bom desempenho do fundo, se ele alcançar determinado índice de desempenho, chamado de benchmark. Essa taxa é cobrada sobre uma parcela da rentabilidade do fundo.

 

  • Liquidez

A liquidez de um fundo é o prazo que ele demora para depositar o resgate na sua conta corrente a partir do dia em que você solicita.

Normalmente estesfundos variam de 30 a 180 dias para pagar o resgate. Vale lembrar que estes fundos devem ser investimentos de médio a longo prazo, ou seja, de, no mínimo, três anos.  Não conte com o dinheiro no curto prazo, para emergências.

Nem sempre essa escolha é trivial, portanto, caso tenha alguma pergunta, fique à vontade em nos enviar.

 

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