CERTIFICADO DE OPERAÇÕES ESTRUTURADAS

Com as taxas de juros relativamente baixas, a diversificação e a procura por produtos diferenciados vem aumentando.

Um dos produtos mais recentes no mercado brasileiro é o COE, mais uma sopinha de letrinhas que quer dizer Certificado de Operações Estruturadas.

O COE é uma mistura de renda fixa e renda variável,  não é tão complexo quanto parece, mas é necessário entender que tipo de COE você está investindo, que pode ser bolsa, câmbio e outros índices. Existem 2 tipos de COEs:

  • Capital Garantido

Aqui você nunca perde o que investiu. Na pior das hipóteses você resgata o que investiu.

 

  • Capital de Risco

Nesse caso você pode perder o que investiu, ficar com zero mas não fica negativo, perde tudo o que investiu.

 

Exemplo de operação

Um COE pode oferecer 130% da alta do dolar com capital garantido. Você investe 10 mil reais, o dolar está a 3,65 por um prazo de 2 anos, com limite de alta de 10% (esse ponto é importante pois existe um limitador para o ganho).

Caso o dolar fique abaixo de 3,65, após 2 anos você resgata os 10 mil reais.

Caso o dolar fique acima de 3,65, você pode resgatar 11.300 reais (ganho máximo).

Vantagens

– sensação de segurança

– opção de renda variável sem correr muito risco

Desvantagens

– baixa liquidez, na maioria dos casos você não consegue resgatar antes do prazo de vencimento

– rendimento máximo, existe um teto de ganho que nem sempre é vantajoso dado que você está investindo em um ativo de risco que o interessante seria ganhar com esse risco que você está correndo.

Portanto é uma avaliação que precisa ser feita com cautela pois dependendo do cenário, vale mais a pena ter um ganho de renda fixa que deixar de ganhar o rendimento do período, ou se for para correr risco, ganhar todo o ganho sem limitação.

Quem pode emitir? Quem registra?

Somente bancos podem emitir COE, mas as corretoras podem distribuir. As operações ficam registradas na B3 (antiga CETIP).

Investimento mínimo

Depende de cada instituição, mas normalmente a partir de R$ 1.500,00 já é possivel investir no COE.

 

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Cheque especial, vale a pena parcelar?


Recentemente o Conselho de Autorregulação da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) anunciou que a partir de 1º. de julho entra em vigor medida que teoricamente fará reduzir o custo do crédito e melhorará o uso do cheque especial pelo cliente.

Tal medida diz que: consumidores com mais que 15% do limite do cheque especial comprometido por 30 dias consecutivos terão acesso a uma linha de crédito mais barata para parcelar o valor, parecido com o que existe no caso de cartão de crédito.

O cheque especial é uma linha de crédito das mais caras do mercado, junto com o rotativo do cartão de crédito. Em fevereiro deste ano, a média cobrada pelos bancos foi de 324,1% ao ano, segundo dados do Banco Central.

Na prática isso muda alguma coisa para o cliente final? Não, é apenas um paliativo pois as taxas do cheque especial continuarão altas. Mesmo antes desta medida, o cliente já tinha outras opções de crédito mais barata, o que muda agora é que o banco irá oferecer de forma pró-ativa uma taxa mais barata após os 30 dias para o parcelamento da dívida.

Lembro que o cheque especial é uma linha de crédito que deve ser usada somente em caso de emergência e por um período muito curto, até 10 dias no máximo. É uma linha cara por estar à disposição do consumidor a qualquer momento, sem necessidade de solicitação e aprovação, o que explica seu preço.

A educação financeira e o uso correto de cada linha de crédito é que ajudará o consumidor final. O parcelamento é mais uma linha de crédito que será oferecida, não é a solução para o problema, ela simplesmente ameniza a dívida por ser uma taxa mais barata que a taxa do cheque especial.

A frase do presidente da Febraban, Murilo Portugal, exemplifica bem o uso de cada linha de crédito e compara o cheque especial ao taxi: “No dia a dia, as pessoas usam onibus, mas em casos especiais usam taxi. Ninguém usa o taxi para ir ao Rio de Janeiro, vai de onibus.”

Exatamente nessa linha, deve-se evitar entrar no cheque especial. É fundamental o controle financeiro das entradas e saídas de caixa, assim como a reserva de emergência, que é um investimento de curto prazo, com risco baixo e que pode ser usado em uma eventual emergência, eliminando assim o uso do cheque especial.

 

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