Cheque especial, vale a pena parcelar?


Recentemente o Conselho de Autorregulação da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) anunciou que a partir de 1º. de julho entra em vigor medida que teoricamente fará reduzir o custo do crédito e melhorará o uso do cheque especial pelo cliente.

Tal medida diz que: consumidores com mais que 15% do limite do cheque especial comprometido por 30 dias consecutivos terão acesso a uma linha de crédito mais barata para parcelar o valor, parecido com o que existe no caso de cartão de crédito.

O cheque especial é uma linha de crédito das mais caras do mercado, junto com o rotativo do cartão de crédito. Em fevereiro deste ano, a média cobrada pelos bancos foi de 324,1% ao ano, segundo dados do Banco Central.

Na prática isso muda alguma coisa para o cliente final? Não, é apenas um paliativo pois as taxas do cheque especial continuarão altas. Mesmo antes desta medida, o cliente já tinha outras opções de crédito mais barata, o que muda agora é que o banco irá oferecer de forma pró-ativa uma taxa mais barata após os 30 dias para o parcelamento da dívida.

Lembro que o cheque especial é uma linha de crédito que deve ser usada somente em caso de emergência e por um período muito curto, até 10 dias no máximo. É uma linha cara por estar à disposição do consumidor a qualquer momento, sem necessidade de solicitação e aprovação, o que explica seu preço.

A educação financeira e o uso correto de cada linha de crédito é que ajudará o consumidor final. O parcelamento é mais uma linha de crédito que será oferecida, não é a solução para o problema, ela simplesmente ameniza a dívida por ser uma taxa mais barata que a taxa do cheque especial.

A frase do presidente da Febraban, Murilo Portugal, exemplifica bem o uso de cada linha de crédito e compara o cheque especial ao taxi: “No dia a dia, as pessoas usam onibus, mas em casos especiais usam taxi. Ninguém usa o taxi para ir ao Rio de Janeiro, vai de onibus.”

Exatamente nessa linha, deve-se evitar entrar no cheque especial. É fundamental o controle financeiro das entradas e saídas de caixa, assim como a reserva de emergência, que é um investimento de curto prazo, com risco baixo e que pode ser usado em uma eventual emergência, eliminando assim o uso do cheque especial.

 

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