Como evitar que o Cartão de Crédito se torne uma dor de cabeça no orçamento

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Rosa Maria Quadros

Para estimular o crescimento do Brasil nas últimas décadas, o governo incentivou o que se chamou de 3 Cs (CCC) – consumo, crédito e exportação de commodities.

Este cenário acarretou em um elevado o nível de endividamento das famílias.

Hoje, de acordo com pesquisas realizadas pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 60% das famílias brasileiras possuem dívidas, sendo 25% em atraso. E o mais preocupante é que, quando se analisa o perfil de endividamento, 77,9% correspondem às dívidas com cartão de crédito.

Dados divulgados pelo GuiaBolso, aplicativo de controle financeiro, mostram que 40% dos lançamentos em média de uma fatura de cartão de crédito do brasileiro são parcelamentos, e o uso continua aumentando.

É comum as pessoas esquecerem-se de incorporar o valor das parcelas em seu gasto mensal e acabam tendo que utilizar-se do crédito rotativo no momento do pagamento da fatura, uma das linhas de crédito com as taxas mais caras do mercado. Os juros médios cobrados pelos bancos são de 470% ao ano, segundo o Banco Central.

Este nível tão alto de endividamento é reflexo da falta de entendimento da população sobre seus gastos e como funcionam os produtos financeiros. Por isso se vê a preocupação cada vez maior com iniciativas de educação financeira para orientar o uso consciente.

Preparamos algumas dicas importantes para que o cartão de crédito não vire uma dor de cabeça no seu orçamento:

  • Controle seu orçamento familiar e calcule se o valor da compra cabe no seu bolso
  • Se realizar compras parceladas lembre-se de incluir no seu orçamento o valor da parcela ao longo dos meses
  • Estabeleça um limite real de despesas e siga rigorosamente o planejado. Nem sempre o limite total do seu cartão de crédito é o que você pode comprometer mensalmente da sua renda
  • Pague o valor integral de sua fatura na data de vencimento
  • Evite utilizar o crédito rotativo do seu cartão, ou seja, pagar qualquer valor a partir do pagamento mínimo informado na fatura e deixar o saldo restante para pagar no mês seguinte. Ao se utilizar do crédito rotativo você terá que pagar juros, tarifas e impostos sobre o saldo devedor que não foi pago.
  • Se precisar procure alternativas de financiamento com juros mais baixos que os do cartão.
  • Cuidado ao realizar compras de pequenos valores. Quando somadas, o gasto pode ser expressivo.
  • Não utilize seu cartão como se fosse um complemento da renda ou um segundo salário. Voce poderá contrair dívidas que impactarão na realização dos seus sonhos.